Buraco na Camada de Ozônio

Buraco na Camada de Ozônio

Uma característica redução na concentração de ozônio estratosférico que ocorre toda primavera sobre o continente Antártico.

Esta redução, ou depleção, é causada pela destruição catalítica do ozônio, que interage com o cloro lançado na atmosfera através de fluorocarbonos e é ativado pela presença de partículas de nuvens polares estratosféricas formadas no frio extremo da Antártica. O buraco se forma todo ano ao longo dos meses de Setembro e Outubro.

A região sobre a Antártica possui uma das maiores concentrações de ozônio do mundo. A maior parte deste ozônio se forma sobre os trópicos e é transportado para a Antártica por ventos estratosféricos. Ao longo de Setembro e Outubro, um cinturão de ventos estratosféricos, chamado Vórtice Polar, passa a circular ao redor da Antártica e praticamente isola o ar estratosférico do ar mais quente de latitudes menores. Isso faz com que, ao longo do inverno, as temperaturas dentro do vórtice caiam muito, e permitam a formação de nuvens estratosféricas polares, que facilitam interações químicas entre os átomos de nitrogênio, hidrogênio e cloro, cujo resultado final é a destruição do ozônio.

Este efeito foi previsto nos anos 1974 pelos pesquisadores F. S. Rowland e M. J. Molina, e detectado mais tarde por uma equipe de pesquisadores britânicos, utilizando satélites e balões. Em 1986, foi organizada a primeira Expedição Nacional do Ozônio, NOZE-1, que criou uma estação de observação sobre a Antártica. Os registros subsequentes determinaram que o cloro dos CFCs emitidos pelo ser humano foi o principal causador da intensificação do buraco na camada de ozônio.

A redução de ozônio na estratosfera não acontece só na Antártica, mas também em outras partes do mundo, como nos Estados Unidos. Sobre o Ártico o fenômeno também é detectável, mas a circulação dos ventos estratosféricos não favorece a formação de uma depleção tão grande quanto a observada sobre o continente Antártico.

Curiosidade: Mesmo com uma redução na emissão dos CFCs, a maior depleção do ozônio Ártico foi registrada em Setembro de 2006.


Autor: Matheus Manente
Fonte: American Meteorological Society, cited 2014: Ozone Hole. Glossary of Meteorology. [Available online at http://glossary.ametsoc.org/wiki/Ozone_hole.]; Ahrens, C. D. Meteorology Today: An Introduction to Weather, Climate, and the Environment. Brooks/Cole Cengage Learning, Belmont, CA, 2009;

Marcações: